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25/01/2010 - O presidente da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp/Ciesp), Paulo Skaf, voltou a criticar a política da taxa de juros utilizada pelo Banco Central (BC). Segundo a pesquisa Focus, divulgada pela instituição federal, a estimativa é que a Taxa Selic será elevada para 11,25% até o final deste ano, retornando aos patamares do início de 2009.
Vale notar que a Selic em vigor está em 8,75% anuais. Para Skaf, não há razão que justifique o aumento dos juros pelo BC. Ele explica que a redução da taxa para 8,75% - forçada para conter o avanço da crise financeira - ajudou a conter os “estragos” causados pela crise financeira internacional, mas não foi suficiente para retirar o Brasil do ranking das maiores taxas de juros reais do mundo, cerca de 4% - Selic menos a inflação. “Não há crescimento econômico com uma política de juros altos [...] Precisamos erradicar alguns grupos que fazem manobras para aumentar a taxa de juros”, disse o presidente da Fiesp, durante reunião do Conselho Estratégico da entidade.
Mesmo com as críticas à política de juros do BC, o dirigente industrial se mostrou otimista com os rumos da economia brasileira. Ele explica que depois de vinte anos sem crescimento e de vulnerabilidade macroeconômica, o País está em uma posição favorável ao desenvolvimento. “Por anos o Brasil só debateu ações para conter o avanço da inflação [...] Agora é hora de pensar em crescimento econômico. Em 2010, o Brasil não pode ter medo ser feliz”, afirmou. Paulo Skaf também divulgou que a entidade irá elaborar um estudo com propostas para amortizar a taxa de juros e desvalorizar a taxa de câmbio, entre outras ações. De acordo com Skaf, este material estará pronto até 31 de março e será apresentado aos pré-candidatos à presidência da República.
Fonte: Portal FIESP.Adaptado por Celulose Online.
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